Provocações

Caro leitor, desculpe nossa insistência em colocar como prioridade máxima a necessidade de conhecermos o verdadeiro átomo indivisível, mas acredito que a atitude se justifica pela importância fundamental que ele representa no contexto universal para desvendar todos os mistérios do Universo que leva ao conhecimento de nossa natureza humana e divina, bem como, nos leva ao conhecimento da interação natural que existe entre as disciplinas da ciência, da política e da religião.

A nossa pesquisa se refere exclusivamente a unidade de matéria universal e indivisível E=MC³C²C², — em oposição ao equivocado modelo padrão do átomo divisível adotado mundialmente pelos atores da física moderna que confundem moléculas massivas por partículas elementares.

Com base na equação einsteiniana, podemos afirmar que a unidade de matéria representa a pedra filosofal, essência de todas as coisas, ela é o “Ser” absoluto que forma a totalidade do universo, portanto o conhecimento de sua dinâmica representa a trnscendência do filósofo, buscador da verdade, para o verdadeiro sábio conhecedor da verdade.

No Universo, nada existe além ou aquém da unidade de matéria E=MC³C²C², assim, não podemos nos eximir de sermos francos e objetivos ao afirmar — ou conhecemos a unidade de matériao e sua dinâmica, ou o nosso conhecimento é apenas aparente.

Se você é um PhD ou um docente e se vangloria por ter alcançado a maior formação acadêmica, parabéns, mas se você não conhece a dinâmica da unidade fundamental que representa o “Ser” absoluto, então seus conhecimentos são apenas periféricos, fadados á ineficácia e insuficientes para responder ás perguntas mais elementares do autoconhecimento, como por exemplo:

De onde viemos? Do que somos feitos? Qual nosso propósito? Para onde vamos?

O “Ser” democritiano foi anunciado há milênios, assim como a equação einsteiniana é centenária, mas tanto a equação quanto o “Ser” continuam incompreendidos pela grande maioria que faz parte da cúpula da comunidade científica.

Pelo que podemos depreender do atual modelo padrão o cientista contemporâneo ainda não despertou para o conhecimento da essência de sua disciplina.

A teoria mais importante da física moderna, a teoria da relatividade, (E=mc²) não foi contemplada pelo comitê suíço, do prêmio Nobel simplesmente porque ela não foi compreendida em sua essência, no entanto, seu maior opositor, Niels Bohr (1922) foi agraciado com o prêmio Nobel pelo modelo atômico orbital, erroneamente interpretado como sendo um átomo divisível. (Einstein — Sua vida, seu Universo — Walter Isaacson pg. 326)

 Sem o conhecimento da dinâmica do “Ser” a ciência não pode ser inaugurada e o cientista se limita apenas a descrever o fenômeno, mas não o explica. Com o mínimo de exceção, podemos afirmar que:

§   O cientista da física moderna foi doutrinado a acreditar no equivocado modelo padrão do átomo divisível, por conta disso ainda vive no mito da caverna platônica das sombras. Em pleno século XXI ele continua procurando a partícula que daria densidade á matéria (Imaginário bóson de Higgs) na vã esperança de explicar ao mundo o que já está implícito na centenária equação einsteiniana, portanto, ainda não conhece a essência de sua disciplina.

§   O cientista político descreve a política, mas esquece a natureza politômica (classificação homógrafa em relação a mais de um atributo) do ser humano. Não percebe a interação natural que existe entre a ciência, a política e a religião. Também não explica como é a dinâmica da ética humana, portanto não conhece a essência de sua disciplina.

§   O teólogo descreve, mas não explica como é a dinâmica interativa que existe entre a divindade, o homem e Deus. Seus fundamentos repousam na areia movediça do mito e do antropomorfismo, esquece a religiosidade científica que nasce da dinâmica da ética humana como um atributo natural e genuíno de causa e efeito inerente a todo o ser humano. Assim, o teólogo também não conhece a essência de sua disciplina.

Um texto muito importante que trata do assunto, intitulado “Ciência e o Limite da Explicação” foi publicado no “The New York Review of Books” — Também foi publicado no “Mais” da Folha de São Paulo em 21 de julho de 2001.

Os falsos paradigmas que permanecem no âmago das elites da ciência da política e da religião, como se fossem cláusulas pétreas, perpetuam o obscurantismo reinante no seio da humanidade, responsável pelas conseqüências nefastas que grande parte da sociedade está obrigada a suportar.

       Para reconhecer os novos paradigmas e tomar parte da nova era, a era do homo ethicus, a ciência deve ser compreendida em sua essência — o cientista deve avançar além dos conhecimentos periféricos. Somente conhecer a substância e a aparência das coisas não é o suficiente, ele deve chegar ao cerne da questão com o perfeito conhecimento da essência das coisas.

Em princípio, devemos aceitar que o suposto átomo divisível de Niels Bohr  não é, nem nunca foi, um átomo, mas sim, uma molécula massiva formada de aglomerados de unidades de matéria  que podem ser divididos em aglomerados menores (elétrons, prótons e nêutrons) erroneamente denominados partículas elementares.

Demócrito de Abdera, considerado o pai do átomo, afirma que o átomo não sente os efeitos do ambiente em que se encontra e em relação ao mesmo, sabiamente, assim se manifesta:

       “Nenhum átomo pode aquecer-se ou resfriar-se, ressecar-se ou umedecer-se, tornar-se branco ou preto ou receber outras qualidades por qualquer modificação que queira” (Antologia Ilustrada da Filosofia — Ubaldo Nicola — 2010 — pág.36)

É notório que o Mapa Conceitual das Partículas Elementares não representa partes fracionadas de átomos, mas representa sim, moléculas massivas formadas de aglomerados atômicos inteiros e indivisíveis.

O Mapa conceitual das Partículas Elementares nunca poderia representar partículas de átomos divisíveis rompidos pelo impacto provocado pela colisão ou por qualquer outro processo, simplesmente porque, tais átomos, não existem em estado livre e muito menos na forma divisível.

Podemos afirmar que, sob a ótica quântica, não existe, no universo, nenhuma substância  divisível, e muito menos átomos divisíveis, e isto faz toda a diferença.

No Universo ninguém pode:

  • Criar, extinguir ou dividir uma unidade de matéria, mas pode lidar com moléculas massivas.
  • Criar ou extinguir uma vida, mas pode lidar com entes viventes.
  • Criar ou extinguir a religiosidade humana, mas pode lidar com encantos ou desencantos, sentimentos e emoções.

Na ilusão de dividirmos uma molécula não teremos partículas de sua substância, ela simplesmente deixa de existir na sua origem substancial. Ex: nunca teremos uma partícula de água, ou ela existe inteira na forma de uma molécula de água (H² O) ou sua substância deixa de existir, em decorrência, teremos outras substâncias (oxigênio e hidrogênio) que não poderão saciar nossa sede.

O mesmo acontece com todas as moléculas que compõem a tabela periódica dos elementos químicos.

A substância surge da quantidade e do arranjo entre as unidades de matéria E=MC³C²C² que participam da molécula.

Se a unidade de matéria realmente fosse divisível não poderia existir o atributo humano denominado divindade, que representa o elã vital bergsoniano (impulso original da criação de onde provém a vida). Tudo seria um caos, a vida não poderia existir, não haveria ninguém para perguntar: De que são feitas todas as coisas?

A quase imposição da ideia do átomo divisível ocorreu durante as disputas acirradas entre os cientistas envolvidos, principalmente durante as reuniões da Solvay em Copenhague, entre Niels Bohr e Albert Einstein (Walter Isaacson — Companhia das Letras — 2007— Einstein – Sua vida seu universo)

O modelo padrão trata da massa da coisa (E=mc²), mas não trata da matéria da coisa (E=MC³C²C²) e se distancia cada vez mais da realidade. É uma teoria que não se sustenta, se desfaz no equívoco das partículas elementares, e pouco ou nada, pode contribuir para o verdadeiro conhecimento que poderia desvendar os mistérios do universo.

Penso que seria muito mais coerente e lógico aceitarmos o suposto átomo “modelo padrão” como sendo uma molécula massiva — jamais sua denominação poderia ser “átomo divisível” — por incorrer numa clara contradição etimológica, atômica, matemática e física — como podemos notar a seguir:

  • Contradição etimológica: a palavra átomo, de origem grega, significa indivisível, portanto nunca poderia denominar algo divisível.
  • Contradição atômica: a ciência moderna não faz distinção entre as moléculas formadas de átomos em simetria perfeita (moléculas atômicas ou materiais que não tomaram parte do Big Bang) das moléculas formadas pela aglomeração caótica entre átomos assimétricos (moléculas nucleares ou massivas que tomaram parte do Big Bang).
  • Contradição matemática: não distingue a equação nuclear que representa as quantidades relativas (E=mc²) da equação atômica que representa a unidade absoluta (E=MC³.C².C²).
  • Contradição física: não distingue as entidades formadas de grande quantidade de unidades de matéria em posições assimétricas entre si denominadas moléculas massivas transitórias E=mc² – das pequenas quantidades de unidades de matéria E=MC³.C².C² em posições simétricas entre si denominadas moléculas materiais perpétuas.

Nossa tese se sustenta na equação einsteiniana e no respaldo da coerência lógica e unânime que brota das observações apresentadas pelos maiores luminares da história da ciência ao definirem a unidade primordial, como segue:

a)   Unidade primordial anaximandriana (ápeiron)

b)  Unidade primordial milesiana (arqué)

c)    Unidade primordial democritiana (átomo)

d)  Unidade primordial pitagórica (unidade numérica)

e)   Unidade primordial aristotélica (homeomeria)

f)     Unidade primordial leibnitziana (mônada)

g)   Unidade primordial stepheniana (espaço/tempo)

h)  Unidade primordial einsteiniana (Km/s ou espaço/tempo)

Assim, podemos notar que entre os principais sábios de todos os tempos, há uma coerência lógica convergente na intuição da unidade primordial.

O grande pensador geômetra e matemático Demócrito de Abdera (460 a. C. — 370 a. C.) considerado o pai do átomo assim o definiu:

       “O movimento existe porque eu penso e o pensamento tem realidade. Mas se há movimento deve haver um espaço vazio, o que equivale dizer que o não-ser é tão real quanto o ser. O não-ser é, portanto também o pleno. Se toda a grandeza fosse divisível ao infinito, não haveria mais nenhuma grandeza, não haveria mais o ser. Se deve subsistir o ser é preciso que a divisão não possa ir ao infinito. Mas o movimento demonstra o ser tanto quanto o não-ser. Se somente o não-ser existisse, não haveria o movimento. O que resta são os átomos. Portanto, o ser é a unidade indivisível. Mas, se esses ‘seres’ devem agir uns sobre os outros é preciso que sejam de natureza idêntica. O ser deve ser semelhante a si mesmo, em todos os pontos. Se um átomo fosse o que o outro não é haveria um não ser, o que é uma contradição”.

       Segundo a Teoria da Gravidade Quântica, (TGQ) se toda a grandeza fosse divisível ao infinito haveria simetria entre o infinitamente grande e o infinitamente pequeno e o resultado seria o nada.

     Este artigo foi publicado em maio de 2012.

 valeriofornari@gmail.com –

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.