QUATRO PERGUNTAS FUNDAMENTAIS

Caro leitor, gostaria de convidarte para uma breve refleão sobre as quatro perguntas milenares, consideradas fundamentais para alcançar o autoconhecimento, afim de desvendar a verdade a cerca do nosso propósito, aqui na Terra.

I – PERGUNTA: De onde viemos?

RESPOSTA: Caro leitor, o nossa histórico revela que nem viemos e nem vamos. Pelo processo da autogênese, (geração independente de forças ou agentes externos) emergimos da energia onipresente denominada espaço/tempo e permaneceremos aqui, na mansão celeste, onde habitaremos para todo o sempre.

Aqui e agora, neste momento, somos apenas passageiros da espaçonave celeste denominada Planeta Terra, seguimos numa viagem orbital em torno do Sol á velocidade aproximada de 109 000 K/h (cento e nove mil quilômetros por hora). A viagem segue em círculos orbitas espiralados e regulares no entorno do Sol. A viagem procegue até o momento em que o nosso corpo massivo consegue resistir. Com muita sorte a viagem poderá durar até pouco mais de cem voltas, cada volta equivale a um ano terrestre.

No momento em que o nosso corpo humanamente massivo (Eu físico), não mais consegue dissipar a energia vital que emana do nosso corpo divinamente material (Divindade), então haverá o desenlace. Com o desenlace, o corpo massivo se desintegrará e o corpo material permanecerá aqui na mansão celeste, aguardando um novo corpo (Embrião biológico potencial) com afinidade suficiente para um novo enlace, um recomeço, uma nova viagem.

As viagens se repetirão ad infinitum numa sucessão de encarnações terrestres ou em qualquer outro Planeta que ofereça condições favoráveis.

II – PERGUNTA: Do que somos feitos?

RESPOSTA: Aristóteles afirmava que Tales de Mileto, e seus discípulos Anaximandro e Anaxímenes, foram os primeiros filósofos porque enfrentaram racionalmente, sem a interferência mitológica dos deuses semideuses ou heróis, a busca da substância primordial da qual tudo deriva.

Vale destacar as reflexões importantes de Anaximandro sobre como a substância primordial denominada apeiron, deveria ser. Embora ele não tenha indicado a verdadeira substância, ele indicou os atributos que ela deveria ter (Indefinida, sem limiar, sem extremidade ou limite).

Nossas reflexões permitem constatar que o ápeiron é a energia espaço/tempo, substância primordial da qual tudo deriva.

Para corroborar nossa afirmação refiro o grande físico teórico e cosmólogo britânico, Stephen Hawking (1942 – 2018) ele nos apresenta o seguinte enunciado sobre o espaço/tempo: (Devemos aceitar que o tempo não é, completamente isolado e independente do espaço, mas sim, que eles se combinam para formar o elemento chamado espaço/tempo).

No primeiro pulso de energia espaço/tempo (E), há 14 bilhões de anos, portanto no momento zero da formação do universo, pouca antes do Big Bang, pelo princípio da autogênese ,  havia apenas o elemento potencial, sutil denominado apeiron, oriundo do Pulsar Celeste.

No segundo pulso de energia espaço/tempo, o apeiron e não o bóson de Higgs, ganhou densidade suficiente para tomar lugar no vazio e manifestar seu espaço, era a manifestação da arché, unidade condensadade de matéria (M x Cd³).

No terceiro pulso de energia tempo temos a energização (magnetismo e gravidade) da unidade de matéria (M) que passa da potência para o ato, da arché para o átomo, do não ser para o “Ser” (Cg² x Cm²).

A partir do quarto pulso de energia tempo, numa frequência constante, temos o movimento vibratório na frequência da energia divina. A energia divina se manifesta pela interação simétrica entre duas unidades de matéria (E=M x Cd³ x Cg² x Cm²) para formar a molécula denominada Elã vital. Elã vital é a expressão usada por Bergson para designar o impulso original da criação de onde provém a vida.

Na sequência, em torno do Elã vital, unidades de matéria em simetria perfeita formaram um halo denominado alma humana ou DNA humano.

A interação entre a Alma humana e o Elã vital formou a Divindade, ente bimolecular de onde emerge a energia divina, fonte da vida e da sabedoria.

Círculos, ou halos taxonômicos, formados de unidades de matéria posicionaram-se em torno da Divindade. Cada círculo representou uma alma (DNA) da espécie de ente vivente potencial, vegetal ou animal.

Assim, o circulo mais próximo da divindade representou a alma (DNA) do primata em potência, e o mais afastado representou a alma (DNA) do mais simples rudimento de vida vegetal, também em potência.

O número de círculos (DNA) em torno da divindade representa o número de espécies cobrindo toda a escala de, aproximadamente, 8,7 milhões de espécies, vegetais e animais.

As demais unidades de matéria (E=MC³C²C²) em estado assimétrico ou caótico entre si, convergiram para um ponto comum, dando origem ao Big Crunch. O Big Crunch, por sua vez, representou o ponto fundamental de onde emergiu o Big Bang.

A partir do Big Bang surgiram as moléculas massivas, astros estrelas e planetas, para abrigar o DNA (Alma) correspondente a cada espécie para cobrir toda a escala taxonômica. Por último temos o nosso enlace, o enlace da divindade que somos (Elã vital + alma humana).

O enlace da Divindade que vibra na freqUência da energia divina com o embrião biológico potencial que vibra na mesma frequência se concretiza na forma de um corpo humano massivo. E aqui estamos nós para perguntar, quem somos ?

Portanto, nós seres humanos, devemos aceitar que não existe um criador. Pelo princípio da autogênese, somos todos irmãos, temos a mesma idade cósmica e somos feitos de matéria (E=MC³C²C²) massa (E=mc²) e movimento (E=hf) tendo como substância original o espaço/tempo, nada mais.

III – PERGUNTA: Qual nosso propósito?

RESPOSTA: Para entender o nosso propósito temos que retornar ao pensamento atomístico exatamente no momento em que Demócrito concilia o monismo imobilista de Parmênides com o pluralismo mobilista de Heráclito. Demócrito adota o ritmo ternário: Duas teorias contrárias (tese e antítese) se conciliam fundindo-se numa síntese superior, até chegar á última síntese que manifesta o saber absoluto.

Hegel retomará este ritmo de três tempos e fará dele a grande lei do mundo. Em consonância com a dinâmica da dialética hegeliana, aplicando o ritmo ternário da tese da antítese e da síntese elaborei o MAPA CONCEITUAL DA AUTOGÊNESE DO UNIVERSO para demonstrar toda a dinâmica da nossa existência.

O Mapa apresenta a sequência lógica coerente e gradativa do percurso, na formação do Universo, desde a primeira tese o tempo, a primeira antítese o espaço e a primeira síntese a matéria — e vai até a última tese, a Divindade, a última antítese, o Homem e a última síntese Deus (Religiosidade cósmica einsteiniana). Assim temos: A Divindade manifesta Deus através do Homem.

Devemos aceitar que o único propósito válido aqui na Terra, referente ao ser humano, é vivenciar a felicidade que pode chegar á beatitude e até á bem aventurança, aqui e agora.

A religiosidade cósmica einsteiniana é o estado quântico religioso de evolução que se manifesta na forma de energia divina (Deus) no coração do ser humano consciente quando pratica ações éticas.

O estado quântico religioso de estagnação (Ausência de energia divina) se manifesta quando o ser humano consciente pratica ações antiéticas. Eis o verdadeiro propósito de todos os seres humanos, qual seja, ter Deus no coração (Energia divina) para alcançar a verdadeira felicidade, a beatitude, a bem-aventurança aqui e agora, nada mais.

IV – PERGUNTA: Para onde vamos?

RESPOSTA: Assim como não viemos também não vamos. Cada ser humano é uma divindade material, eterna e imutável que habita a mansão celeste. Devemos aceitar que o nosso destino é permanecer eternamente em nossa mansão celestial vivendo períodos conscientes, ancorados num corpo massivo, e períodos inconscientes, ausentes de um corpo massivo. Felizmente este é o nosso destino. Cabe, única e exclusivamente, a nosso arbítrio, a responsabilidade de tornar a viagem prazerosa praticando ações éticas — ou tornar a viagem problemática, praticando ações antiéticas.

Capaed

Valério Fornari — valeriofornari@gmail.com

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