EINSTEIN E A INSCIÊNCIA DAS ELITES

O homem, desde sua origem, foi agraciado pela própria natureza com o atributo que o qualifica como um ser humano, isto é, um ser bondoso e humanitário. No princípio ele vivenciava a paz em seu coração, vivia em perfeita harmonia com as leis da natureza, num verdadeiro enlace com a beleza do universo ao seu redor.

O homem permanecia no paraíso terrestre em perfeita sintonia com a divindade que habita em seu coração. Sempre em perfeita união consigo mesmo, guiado pelas leis da natureza e desfrutando as maravilhas que a vida lhe oferecia em abundância.

Eis que num determinado momento o homo sapiens (O homem que sabe que nada sabe), impulsionado por um pensamento tirano que lhe invade o ego, desperta para o mal, ardilosamente avalia a possibilidade de levar vantagens sobre seu semelhante.

Mentalmente, de forma leviana, descide criar uma entidade mitológica e se apresenta como o representante desta mesma entidade descrevendo-a como sendo um Deus mitológico antropomorfico vingativo que ameaça os infiéis com o fogo do inferno e promete recompensas futuras para os devotos.

Astuciosamente, afirmando cumprir a vontade de um Deus que ele mesmo criou, organizou a casta dos eleitos ou privilegiados estabeleceu dogmas e sancionou normas rígidas de conduta (olho por olho, dente por dente) e, sem qualquer escrúpulo, criou exércitos de homens doutrinados para exterminarar os infiéis que ousassem contrariar seus desejos.

Para viabilizar o projeto passou a cobrar o dízimo que seria para sustentar a casta e para aplacar a ira dos deuses mitológicos. Passou a exigir fidelidade absoluta num regime severo, imposto pela força.

A história registra, sobejamente, os milênios, durante os quais a humanidade insciente suportou e ainda suporta o desserviço da casta num clima belicoso onde, ainda hoje, em nome de um Deus imaginário pratica as maiores atrocidades, as maiores injustiças e as maiores expoliações contra os mais umildes.

Felizmente Einstein advertiu:

(Porque é que a sinagoga a Igreja e o próprio govêrno não dizem a verdade sobre Deus, sobre o mundo e sobre o homem? Porque esta pemanente camuflagem? Que intenções secretas tem as autoridades civies e religiosas para manter o homem nessa ignorância?)

Assim, a era do homo sapiens (O homem que sabe que nada sabe) está chegando ao fim, inicia-se agora, a era do homo ethicus (O homem que sabe o quanto quer saber).

Com o conhecimento da verdade científica, absoluta eterna e imutável confirmada pela equação E=MC³c²C², o ser humano desperta para a nova era, a era que separa a falsa religião criada pelo homem astuto – da verdadeira religião natural inerente a cada ser humano.

No momento em que o Comitê Sueco da Ciência rejeitou a equação einsteiniana e acolheu o equivocado modelo padrão do átomo divisível bohreano, confirmou a insciência das elites da ciência da política e da religião.

A propósito do obscurantismo científico Einstein assim se pronunciou:

(A ciência sem religião é paralítica, a religião sem a ciência é cegaou ainda (A nossa ciência em relação á verdade, ainda é infantil e primitiva).

Eis a verdade dos fatos, o obscurantismo se perpetuará, e a ciência não será inaugurada sem que haja o total abandono dos falsos paradigmas promovidos pela doutrinação insciente dos entes acadêmicos na ordem como segue:

I – O físico teórico desconhece a essência de sua disciplina quando ignora o paradigma da dinâmica do átomo indivisível (gr. atomos; indivisível) subjacente na equação einsteiniana.

II – O cientista político desconhece a essência de sua disciplina quando ignora o paradigma da dinâmica da ética humana, inerente a todas as ações do homem.

III – O teólogo desconhece a essência de sua disciplina quando ignora o paradigma da dinâmica da religiosidade humana, que emerge das ações éticas praticadas pelo homem consciente.

Na medida em que o cientista ignora sua própria natureza, divinamente material e humanamente massiva, caracterizada pela dualidade — divindade homem – alma corpo — matéria massa — Eu físico Eu metafísico, se afasta cada vez mais da verdade.

O pior cego é aquele que não quer ver. Desde os primórdios da civilização até nossos dias, os fatos registrados pela história demonstram sobejamente que o antropomorfismo é um projeto fadado a desaparecer, pois na prática se revelou inócuo sem a menor eficácia, sobrevive sustentado pela ilusão do efeito placebo que pode abrandar o efeito, mas nunca poderá curar a causa.

Einstein, o maior gênio da ciência de todos os tempos assim se referiu em relação ao antropomorfismo:

“Não posso conceber um deus que premia e pune suas criaturas, nem um Deus que possua uma vontade igual a que experimentamos em nós”.

Mesmo com na melhor das intenções, na prática, as elites da ciência mal interpretada, da política mal aplicada da religião mal compreendida impede que a humanidade alcance o discernimento suficiente para compreender a dinâmica da ética humana. 

Somente com o conhecimento da dinâmica da ética humana será possível humanizar o homem e torná-lo livre para que possa cumprir seu propósito original de ser feliz aqui e agora.

O antagonismo entre a ciência e a religião motivado pela ignorância da verdade entre as partes, sempre foi uma constante, e culminou com a concepção escolástica “Philosophia ancilla theologiae” imposta nos moldes seguintes:

“As leis escritas no livro da natureza estariam subordinadas as leis escritas no livro dos homens — a ciência estaria subordinada á crença e a fé cega no mito — a filosofia estaria subordinada á teologia”.

Este antagonismo insciente deixou Einstein indignado levando-o a expressar sua indignação no contexto seguinte:

Duas coisas são infinitas, O universo e a estupidez humana”.

O obscurantismo científico até hoje se perpetua no falso paradigma do átomo divisível e o obscurantismo teológico se perpetua no falso paradigma do antropomorfismo.

Nós, o povo, que pagamos impostos e dízimos, verdadeiros carregadores do piano, até hoje estamos aguardando que as elites acadêmicas, com a humildade que todos nós devemos ter, reconheçam que somente pela compreensão da dinâmica do “Ser” (E=MC³C²C²), de onde emerge a verdade nazarena (aquilo que é) será possível reconduzir a humanidade ao paraíso terrestre de onde nunca deveria ter sido expulsa.

Sem o reconhecimento da interação natural que existe entre o pensar (ciência) o agir (política) e o vivenciar (religiosidade) a insciência será uma constante e não haverá liberdade no ceio da humanidade.

Capaed

 

valeriofornari@gmail.com

 

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