A FÍSICA TAL COMO ELA É

Minhas reflexões focadas sobre estudos avançados da física (lat. phisyca, do gr. physike: ciência da natureza) incluem observações desde o ápeiron de Anaximandro até o ritmo ternário de Demócrito quando desenvolveu o atomismo para conciliar o monismo imobilista de Parmênides com o pluralismo mobilista de Heráclito.

Sabemos que Demócrito, o pai do atomismo, afirmou com muita clareza a indivisibilidade do átomo (atomo: gr. indivisível), mesmo assim, a elite acadêmica não reconheceu as unidades indivisíveis de matéria que se encontram subjacente na equação einsteiniana (E=mc²).

Portanto, Einstein não foi agraciado com o prêmio Nobel de física, pela equação da relatividade e, o mais grave, o Comitê acolheu o equivocado, modelo padrão do átomo divisível bohreano, contemplando Niels Bohr com o prêmio Nobel.

Sabemos que a substância primordial da qual tudo provém, denominada apeiron (apeiron: gr. sem limiar extremidade ou limite) não poderia ser outra, senão o espaço/tempo.

Stephen Hawking aconselha que: ”Devemos aceitar que o tempo não é completamente, isolado e independente do espaço, mas sim que eles se combinam para formar um elemento chamado espaço/tempo”.

Em princípio, o que podemos identificar são os pulsos de espaço/tempo, como segue:

I) O primeiro pulso de espaço/tempo = um apeiron (Anaximandro, 610 – 547 a. C.) representa o marco zero do tempo “E”.

II) O segundo pulso de espaço/tempo = uma arche (Tales de Mileto, 624 – 545 a. C.) que representa o marco zero da matéria “MC³”.

III) O terceiro pulso de tempo = um átomo indivisível  (Demócrito, 460 – 360 a. C.) “E=MC³C²C²” que representa a matéria, o magnetismo e a gravidade. Os pulsos de energia tempo, seguintes, mantem a energização que permitem o movimento e a perpetuidade da matéria

As unidades de matéria “E=MC³C²C²” permitem afirmar o axioma:

No Universo material, nada se cria nada se perde, nada se transforma”.

Pouco antes do Big Bang, pequenos aglomerados de unidades de matéria “E=MC³C²C²” em perfeita simetria, interagiram para formar pequenas moléculas materiais, eternas e imutáveis (Elã vital e as almas potenciais).

Parte das unidades de matéria “E=MC³C²C²”, assimétricas entre si, convergiram para um mesmo ponto, para formar o Big Crunch.

Do Big Crunch emergiu o Big Bang e este, por sua vez, permitiu à formação das moléculas massivas e dos astros estrelas e planetas e todos os elementos massivos “E=mc²” da tabela periódica, justificando assim, o axioma:

No Universo massivo, nada se cria nada se perde, tudo se transforma”.

O modelo padrão do átomo divisível, adotado pela comunidade científica, confunde moléculas massivas com supostas e imaginárias partículas elementares. Com isso, ainda hoje, nossos cientistas são doutrinados a acreditar na divisibilidade do átomo.

Como consequência, outras iniciativas equivocadas tomaram corpo, como, por exemplo, a física das partículas, pois se o verdadeiro átomo é indivisível, logo não haverá fracionamento, não haverá partículas.

A unidade numérica pitagórica (Pitágoras, 570 – 500 a. C.) revela que toda a física é  quântica, quando afirma:

No Universo não há qualidades, não há nada além de quantidades”.

Para reescrever a ciência e explicar todos os mistérios da natureza não temos necessidade de encontrar o bóson de Higgs nem temos necessidade de encontrar a Teoria M de Edward Witten, mas é necessário simplesmente ter uma concepção clara para distinguir como é a unidade de matéria E=MC³C²C², como é a massa E=mc², e como é o movimento E=hf.

O elemento material está representado pela equação E=MC³C²C² – (Energia [E] é igual à matéria [M] multiplicada pela constante geométrica [C³] multiplicada pela constante magnética [C²] multiplicada pela constante gravitacional [C²].

O elemento massivo está representado pela equação E=mc² – (Energia [E] é igual à massa [m] multiplicada pela constante da velocidade da luz, elevada ao quadrado [c²]).

Não existe quatro forças fundamentais, como querem os reducionistas defensores do modelo padrão do átomo divisível, as forças fundamentais são apenas duas, o magnetismo e a gravidade, todas as outras são forças relativas.

O Universo está plenamente contido nas duas equações E=MC³C²C² (matéria) e E=mc² (massa). Portanto não há nada a unificar, pois não podemos unificar o que já é uno.  A grande unificação das forças fundamentais (magnetismo e gravidade) deve apenas ser compreendida, pois a natureza se encarregou de unificá-las.

A compreensão da dinâmica de interação entre a matéria, a massa e o movimento, elimina os falsos paradigmas e explica cientificamente, de forma cabal, a manifestação dos fenômenos naturais envolvidos na formação do Universo.

A conclusão é que no universo há somente matéria (E=MC³C²C²)” — “massa (E=mc²)” e “movimento (E=hf)” nada mais. O ritmo ternário democritiano que da embasamento á dialética hegeliana permite compreender a grande lei do mundo para chegar até a ultima síntese. A última síntese representa a caixa preta de onde emerge o saber absoluto.

O ritmo ternário não é um método, mas um movimento reativo natural que pode ser explicado pelas leis da física em perfeita sintonia com a ciência da natureza.

A compreensão do ritmo ternário em perfeita sintonia com a dialética hegeliana possibilitou a elaboração do MAPA CONCEITUAL DA AUTOGÊNESE DO UNIVERSO.

O MAPA orienta o observador para o caminho do autoconhecimento afim de que, ele mesmo identifique, em si mesmo, a religiosidade que emerge do pensamento (tese) — da ação (antítese) — e da reação (síntese).

Assim, a ciência da natureza demonstra que o ser humano é uma entidade religiosa sem pertencer a nenhuma religião, independente de sua crença de sua fé ou da sigla ou seita que pertença, ele é o protagonista de sua própria religiosidade.

A religiosidade é um atributo que faz parte da natureza humana e divina do homem, ela emerge do pensar (Eu metafísico = alma ou divindade) do agir (Eu físico = corpo) e do vivenciar (Eu, sentimento = religiosidade).

Caro leitor, devemos aceitar que não existe a minha verdade ou a sua verdade, existe apenas a verdade natural eterna e imutável estabelecida pelas leis da física portanto, ninguém é o dono da verdade, ela se sustenta por si só, independente da vontade do observador, assim nenhum ser humano é ateu porque, humana e divina é sua natureza.

A natureza se encarregou de efetuar a grande unificação das forças fundamentais (magnetismo e gravidade) e também a unificação da ética humana que emerge da tríade, ciência, política e religião.

Cabe ao ser humano entender a dinâmica de tal unificação nos moldes seguintes: A divindade manifesta Deus através do homem. (Divindade = tese, Homem = antítese, Religiosidade = síntese).

Ou ainda: A tríade da religiosidade é a manifestação da ciência (pensar) da política (agir) e da religiosidade (vivenciar). Eis a grande unificação que devemos entender e praticar para alcançar a Religiosidade Cósmica Einsteiniana que só poderá ser atingida pelo conhecimento da “Física tal como ela é”.

Valério Fornari – (11) 9 8108 0200 – valeriofornari@gmail.com 

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